Por: Lilian Cidreira
A gestão de pessoas é sempre um dos maiores desafios entre as atividades de um líder. Manter a equipe motivada, engajada e entregando resultados cada vez melhores é tarefa que tem começo mas nunca termina. Após a chegada no novo coronavírus ao Brasil e declaração de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as empresas preferiram manter seus funcionários em casa assegurar o seu bem-estar.

Em pouco tempo, tivemos que aprender a trabalhar, se comunicar e, evidentemente, liderar à distância. Infelizmente, para exercer um bom papel de liderança no trabalho remoto não basta transpor todas as ferramentas utilizadas no ambiente presencial para o virtual, dessa forma os resultados não virão. Para extrair o melhor que o Home Office pode oferecer, reuni três principais erros que tenho observado ocorrerem de forma recorrente e podem ser evitados sem grandes dificuldades.

1. Não conhecer a equipe

Nem todas as pessoas se adaptam facilmente ao modelo de trabalho remoto. Muitos colaboradores da equipe não possuem esse tipo de aptidão e sentem dificuldade para manter a disciplina e naturalmente não continuarão entregando os mesmos resultados, ao contrário de outros funcionários que rapidamente se encaixam e seguem com a mesma produtividade, se não, até melhor. Portanto, é essencial que o líder conheça toda sua equipe para que possa identificar quais são a pessoas que exigem menos contato próximo e quem ela precisa prestar maior auxílio e dedicar tempo para sanar dificuldades e esclarecer caminhos à seguir.

2. Não possuir métricas de análise

Um erro muito comum de um gestor é não possuir métricas de análise de desempenho. Em uma rotina de trabalho presencial, é possível avaliar o andamento da equipe e solicitar novas demandas à medida que as anteriores são cumpridas. No entanto, em Home Office, esse controle não é fácil e as métricas são ferramentas importantes para o gestor definir como e quando deve cobrar cada funcionário e, claro, como irá avaliar as entregas. O grande desafio é justamente é encarar o trabalho remoto como um modelo diferente que possui características particulares que exigem adaptações. As métricas para análise de desempenho neste cenário são essenciais.

3. Falta de transparência

A falta de transparência pode ser apontada como característica negativa dentro de uma empresa em qualquer momento. No entanto, a situação se agrava ainda mais quando ocorre em condições de trabalho remoto. É evidente que os gestores possuem assuntos que devem ser tratados entre eles e nem tudo deve ser compartilhado, assim como a equipe divide entre si os assuntos que lhes cabem. De forma geral, é fundamental que que os funcionários entendam quais são os desafios que estão sendo enfrentados pela empresa no momento, qual é a situação atual e a necessidade que existe para que eles sejam ainda mais proativos.

Em home office, o funcionário pode estar alienado acreditando que tudo está bem. Dependendo da notícia, a transparência pode gerar pânico ou engajamento. De qualquer forma, ainda é melhor o funcionário ter conhecimento do que está acontecendo do que ter total incompreensão e continuar trabalhando no mesmo modus operandi, quando a situação exige uma resposta diferente. Como diz, Daniel Goleman, psicólogo norte-americano que obteve fama mundial a partir da publicação de seu livro Inteligência Emocional, em 1995: tarefa fundamental dos líderes é instalar bons sentimentos naqueles que lidera.

Fonte: Administradores